Luís d'Assunção Gallotti (Tijucas, — Rio de Janeiro, ) foi um político e magistrado brasileiro. Foi deputado estadual de Santa Catarina, procurador-geral da República e ministro do Supremo Tribunal Federal.

Pai de Octavio Gallotti, que também foi ministro do Supremo Tribunal Federal, além de avô de Isabel Gallotti, ministra do Superior Tribunal de Justiça, e tio de Paulo Gallotti, ex-ministro do STJ.

Biografia Filho dos italianos Beniamino (Benjamin) Gallotti, comerciante e político, e Francisca Angeli. Era irmão de Francisco Benjamin Gallotti. Casou-se com Maria Antonieta Pires de Carvalho e Albuquerque, filha do também ministro Antônio Joaquim Pires de Carvalho e Albuquerque.

Formou-se na Faculdade Nacional de Direito do Rio de Janeiro, em 1926.

Foi deputado à Assembleia Legislativa de Santa Catarina na 13ª legislatura (1928 — 1930), e procurador da República. thumb|esquerda|Discursos de posse de Luís Gallotti como procurador-geral da República e de Alceu Barbedo como subprocurador-geral. thumb|esquerda|2 Foi interventor federal em Santa Catarina, de 8 de novembro de 1945 a 5 de fevereiro de 1946. Depois foi nomeado Procurador-geral da República, de 1947 a 1949.Biografia de Luís Gallotti, na página do Ministério Público Federal

Ministro do Supremo Tribunal Federal em 1949, foi nomeado presidente daquela corte em 1966. Foi anteriormente presidente do Tribunal Superior Eleitoral, de 1955 a 1957.

Membro da Academia Catarinense de Letras, eleito para a cadeira 22 em 13 de setembro de 1969, tomou posse em 14 de dezembro de 1971.

Foi condecorado com a grã-cruz da Ordem Nacional do Mérito, Ordem do Sol Nascente, Ordem de Rio Branco, Ordem do Mérito, Ordem de Santo Olavo, Ordem de São Miguel e São Jorge, entre outras. O Ministro Luis Gallotti foi eleito no ano de 1978 conselheiro da Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB), onde era o sócio n.°435, remido.

Faleceu aos 74 anos, em 24 de outubro de 1978, vitimado por um infarto fulminante, durante discurso no Conselho Superior do Instituto dos Advogados do Brasil, no Rio de Janeiro; ele apenas sentou-se e tombou no ombro do Conselheiro Edmundo Luis Neto, ao lado. O corpo foi sepultado no dia seguinte no Cemitério de São João Batista.

Bibliografia PIAZZA, Walter. Dicionário Político Catarinense. Florianópolis: Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina, 1985.

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