A rã-arborícola-europeia (Hyla arborea), também conhecida como rela (em Portugal), é uma pequena rã pertencente à família Hylidae. Podem ser vistas em dias húmidos e nublados, porém, atingem os níveis máximos de actividade durante a noite.

Historicamente, as relas foram utilizadas como barómetros devido ao facto de começarem a coaxar ao sentirem a aproximação de chuva. Dependendo da subespécie, temperatura, humidade ou disposição da rã, a sua cor pode variar entre as tonalidades verde-tropa a verde intenso, passando pelo cinzento, castanho e amarelo. Vive no máximo 10 anos.

Morfologia A sua cabeça é arredondada, o lábio superior é descaído, a sua pupila tem a forma de uma elipse horizontal e o tímpano é facilmente identificável. Os machos podem ser distinguidos das fêmeas pela sua cor castanho-amarelado e grandes sacos vocais na zona da garganta. O seu amplexo (acasalamento) é axilar. Tanto machos como fêmeas adultas atingem tamanhos entre 30–40 mm, podendo mais raramente atingir os 45–50 mm. O dorso suave, brilhante e normalmente de um verde-folha, está separado do ventre acinzentado a branco-amarelado por uma risca escura, que se estende desde os nostrilos, sob o olho e tímpano, até à virilha. Ambas as suas pernas anteriores e posteriores comprida, com 4 e 5 dedos, respectivamente. Nas patas posteriores apresentam membranas interdigitais relativamente bem desenvolvidas.http://naturdata.com/Hyla-arborea-6537.htm

Distribuição Distribuída por toda a Europa desde a Ucrânia e Bielorrússia, até aos Balcãs, Creta, Itália, Benelux, Alemanha, a maior parte da França e as zonas temperadas do noroeste da Península Ibérica (Portugal e Espanha). Está ausente das ilhas Britânicas, da maior parte da Escandinávia e Dinamarca, dos Alpes e de pequenas áreas do norte dos Países Baixos e Alemanha.

Habitat Vive nas orlas dos charcos, lagoas e ribeiras com vegetação emergente alta e densa (juncos, canas ou silvas) que utiliza como refúgio. Também pode ser observada em prados húmidos e terrenos encharcados, com vegetação herbácea e arbustiva abundantes.

Alimentação A sua alimentação consiste essencialmente em invertebrados diversos, nomeadamente aranhas, formigas, moscas, centopeias, percevejos e pequenos escaravelhos. Reprodução O período reprodutivo inicia-se na Primavera, quando os machos cantam durante a noite nas orlas dos charcos e ribeiras onde se reproduzem e são as primeiros a chegar a esses locais. Cada fêmea pode depositar cerca de 200 a 1400 ovos.

Galeria

Böhme, W., Kuzmin, S., Tarkhnishvili, D., Ishchenko, V., Tuniyev, B., Papenfuss, T., Anderson, S., Sparreboom, M., Ugurtas, I., Beja, P., Andreone, F., Nyström, P., Schmidt, B., Anthony, B., Ogrodowczyk, A., Ogielska, M., Bosch, J., Vogrin, M., Tejedo, M., Cogalniceanu, D., Kovács, T., Kiss, I., Puky, M., Vörös, J., Lizana, M., Martínez-Solano, I., Salvador, A., García-París, M., Recuero Gil, E., Marquez, R., Cheylan, M. & Haxhiu, I. 2006. Hyla arborea. In: IUCN 2007. 2007 IUCN Red List of Threatened Species. www.iucnredlist.org. Acedido a 13 de Setembro de 2007.

Categoria:Hyla Categoria:Anfíbios da Península Ibérica Categoria:Anfíbios descritos em 1758