O RPM, originalmente abreviatura de Red Hat Package Manager, e atualmente um acrónimo recursivo de RPM Package Manager (“Gerenciador de Pacotes RPM”)FOSTER-JOHNSON, Eric. Chapter 1. Introduction to RPM. In: RPM Guide. []. Acessado em: 08/09/2020. é um sistema de gerenciamento de pacotes de software, assim como o formato de arquivo usado por esse sistema. Ele é parte da Linux Standard Base . O RPM serve para instalar, atualizar, desinstalar, verificar e procurar softwares. Originalmente desenvolvido pela Red Hat, RPM é agora usado por muitas distribuições Linux. E também é portado para outros sistemas operacionais como NetWare da Novell e AIX da IBM.

Base de dados RPM Atrás do gerenciador de pacotes está o banco de dados RPM. Ele consiste de uma lista duplamente ligada que contêm todas as informações de todos os RPMs instalados. O banco de dados lista todos os arquivos que são criados ou modificados quando um usuário instala um programa e facilita a remoção desses arquivos. Se o banco de dados ficar corrompido (o que acontece facilmente se o cliente de RPM é fechado subitamente), as ligações duplas garantem que ele possa ser reconstruído sem nenhum problema. Em computadores com o sistema operacional RedHat instalado, este banco de dados se encontra em /var/lib/rpm.

Rótulo dos Pacotes Todo pacote RPM tem um rótulo de pacote(package label), que contem as seguintes informações:

o nome do software a versão do software (a versão tirada da fonte original do pacote) e edição do pacote (o número de vezes que o pacote foi refeito utilizando a mesma versão do software) a arquitetura sob a qual o pacote foi feito (i386, i686, athlon, ppc, etc.)

os arquivos RPM têm normalmente o seguinte formato:

<nome>-<versão>-<release>.<arquitetura>.rpm

Um exemplo:

nano-0.98-2.i386.rpm

Entretanto, note que o ródulo do pacote está contido com o arquivo e não precisa necessariamente ser o mesmo que o nome do arquivo. O código-fonte também pode ser distribuído em pacotes RPM. O rótulo de tais pacotes não contém a parte destinada para a arquitetura e em seu local inserem "src". Exemplo:

libgnomeuimm2.0-2.0.0-3mdk.src.rpm

Além disso, as bibliotecas são distribuídas em dois pacotes separados para cada versão. Um contendo o código pré-compilado e o outro contendo os arquivos de desenvolvimento tais como os cabeçalhos, da biblioteca em questão. Estes pacotes possuem o complemento "-devel" em seus nomes. Os usuários deve verificar se a versão do pacote de desenvolvimento é a mesma do pacote binário, caso contrário o funcionamento da biblioteca pode encontrar problemas.

Vantagens e desvantagens do formato As vantagens de utilizar os pacotes RPM em com relação a outro métodos de adquirir e instalar software são:

Um método uniforme para o usuário instalar programas. Maior simplicidade para desinstalar os programas. Popularidade: muitos pacotes disponíveis, mesmo que eles comumente precisem de uma recompilação para funcionarem em uma outra distribuição. Instalação não-interativa: facilita uma instalação automática. Código-fonte original incluído (.tar.gz, .tar.bz2): fácil de verificar. Verificação criptografica com o GPG e o md5.

As desvantagens citadas incluem:

Comumente tem mudanças no formato de pacote incompatíveis com versões anteriores. Documentação incompleta e desatualizada. Pouca aprendizagem sobre os pacotes.

O RPM também vem sendo criticado pela falta de consistência no nome e conteúdo dos pacotes, o que pode dificultar o manejo automático de dependências. Entretanto, este problema não ocorre apenas no formato RPM, mas é um problema na maioria das distribuições que usam os pacotes RPM tais como o Red Hat, SuSE e Mandrake (Mandriva) Linux. Quando se utilizam pacotes que são de uma distribuição particular (como a Red Hat) ou feitos para uma distribuição em particular (como Freshrpms (https://freshrpms.net/) e RPM Fusion (https://rpmfusion.org/) para Red Hat), então o sistema automático de checagem de dependências pode funcionar, usando acessórios como o apt adaptados do projeto Debian (veja abaixo). Um acessório exclusivo do Mandrakelinux é o urpmi, e pode ajudar com os problemas de dependências.

Acessórios relacionados O RPM é comumente usado por outros acessórios para manipular dependências, como o Yellow dog Updater Modified (yum) ou o zypper (openSUSE)

Alguns gerenciadores de pacotes são:

yast, usado no openSUSE DNF, usado no Fedora urpmi, usado no Mandriva Linux

Ver também

Formato de arquivos

Bibliografia Eric Foster-Johnson, 2003, Red Hat RPM Guide. ISBN 0764549650. A complete, up to date (as of 2003) guide for building RPM packages. Fox, Pennington, Red Hat 2003: Fedora Project Developer's Guide: Chapter 4. Building RPM Packages (https://web.archive.org/web/20061206192715/http://fedora.redhat.com/participate/developers-guide/ch-rpm-building.html) RPM man page (https://web.archive.org/web/20060219023154/http://www.rpm.org/max-rpm/rpm.8.html) RPM Package Manager homepage (https://rpm.org/) RPM Building as a User (https://web.archive.org/web/20050312181634/http://www.hut.fi/~tkarvine/rpm-build-as-user.html) Bailey, Ed 2000: Maximum RPM (http://ftp.rpm.org/max-rpm/), an outdated but popular rpm reference Package File Format - Linux Standards Base

Ligações externas

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