Hippocampus é um gênero de peixes ósseos, pertencente à família Syngnathidae, de águas marinhas temperadas e tropicais que engloba as espécies conhecidas pelo nome comum de cavalo-marinho.

Descrição Os cavalos-marinhos, do coletivo: manada. Caracterizam-se por terem uma cabeça alongada, com filamentos que lembram a crina de um cavalo, e por exibirem mimetismo semelhante ao do camaleão, podendo mudar de cor e mexer os olhos independentemente um do outro. Nadam com o corpo na vertical, movimentando rapidamente as suas barbatanas. Algumas espécies podem ser confundidas com plantas marinhas, corais ou anêmonas marinhas. Geralmente medem entre 15 e 18 centímetros, mas podem medir desde 13 a 30 centímetros, dependendo da espécie, com peso entre 50 e 100 gramas. Vivem em águas de regiões de clima temperado e tropical.

Todas as espécies de cavalos-marinhos estão em perigo de extinção. Uma das causas é pesca predatória e a destruição de habitat. Outra causa é o captura frequente deles para serem usados como peça de decoração ou simplesmente serem criados em um aquário.

Existem três espécies brasileiras de cavalos-marinhos, o Hippocampus erectus, Hippocampus reidi e o Hippocampus patagonicus, que foi descoberto em 2004.

Nome científico thumb|Um hipocampo em um mosaico romano. Os hipocampos eram seres da mitologia grega (séquitos de Poseidon5 monstros e criaturas fantásticas da mitologia grega Revista Super-Interessante - acessado em 12 de junho de 2019), que possuíam as partes superiores de seus corpos iguais a de um cavalo, com crina membranosa, guelras e membranas interdigitais nos supostos cascos, e suas partes inferiores eram a de um peixe ou golfinho,A maior comunidade de cavalos-marinhos do mundo vive na Ria Formosa National Geographic Portugal - acessado em 12 de junho de 2019 por isso eram conhecidos como "cavalos-marinhos".

Hábitos alimentares As espécies desse gênero são carnívoras. Alimentam-se de pequenos crustáceos, moluscos, vermes, e plâncton, que são sugados através de suas bocas tubulares. Como eles não tem o costume de irem atrás de alimento, eles comem o que estiver passando por eles. A cauda desses animais é longa e preênsil, o que permite que eles se agarrem às plantas submarinas enquanto se alimentam.

Reprodução A reprodução dos cavalos-marinhos geralmente ocorre na primavera. Para se reproduzirem, as fêmeas dos cavalos-marinhos dão preferência ao macho de maior tamanho corporal e que tenha mais ornamentos em seu corpo. Para que os machos consigam uma fêmea para se reproduzirem, eles também precisam atraí-la fazendo uma dança do acasalamento.

A reprodução inicia quando os Óvulos da espécie são transferidos da bolsa incubadora da fêmea para a do macho, no momento do acasalamento. Os Óvulos, já na bolsa incubadora do macho, que se localiza na base de sua cauda, são fertilizados por esperma que o próprio macho libera lá dentro. Dois meses mais tarde, os Óvulos eclodem e o macho realiza violentas contorções para expelir os filhotes, que estão dentro da sua bolsa incubadora.

Os filhotes, quando nascem, são transparentes e medem menos de um centímetro, mas com variações, dependendo da espécie. Eles sobem logo à superfície para encherem suas bexigas natatórias de ar, para poderem se equilibrar na água ao nadarem. Após nascerem, já são totalmente independentes de seus pais, mesmo sendo frágeis. Um cavalo-marinho macho geralmente gera 100 a 500 filhotes por gestação, dependendo da espécie. Geralmente, quase 97% dos filhotes de cavalos-marinhos são mortos por predadores naturais, que são, geralmente, peixes maiores.

Espécies Localização Existem cerca de 48 espécies classificadas de cavalos-marinhos, que são encontradas principalmente em águas rasas tropicais e temperadas em todo o mundo, preferindo viver em áreas abrigadas, tais como leitos de algas marinhas, estuários, recifes de corais ou mangues. Nas águas do Pacífico vive a maior das espécies Hippocampus ingens, que atinge cerca de 30 centímetros. No Brasil são registradas três espécies: H. erectus (abundante em todo o oceano Atlântico, desde a Nova Escócia até o Uruguai), H. reidi (a espécie mais comum no litoral brasileiro) e H. patagonicus.

O cavalo-marinho comum (Hippocampus hippocampus) é natural do Atlântico Norte, sendo encontrado também no litoral lusitano e no mar Mediterrâneo, onde compartilha o habital com outras duas espécies: o H. guttulatus (o cavalo-marinho-de-focinho-longo) e H. fuscus (o pônei-do-mar). Nessas áreas, os machos ficam dentro de 1 metro quadrado em seu território, enquanto fêmeas variam de cerca de cem vezes isso. Outras espécies que podem ser mencionadas incluem H. algiricus do litoral atlântico da África (incluindo Angola) e H. camelopardalis que habita o canal de Moçambique.

Lista de espécies

Hippocampus abdominalis. Estado: Dados insuficientes Hippocampus alatus. Estado: Dados insuficientes Hippocampus algiricus. Estado: Vulnerável A2cd+4 cd Hippocampus angustus. Estado: Dados insuficientes Hippocampus barbouri. Estado: Vulnerável A2cd+4 cd Hippocampus bargibanti. Estado: Dados insuficientes Hippocampus biocellatus. Estado: Não avaliado Hippocampus borboniensis. Estado: Dados insuficientes Hippocampus breviceps. Estado: Dados insuficientes Hippocampus camelopardalis. Estado: Dados insuficientes Hippocampus capensis. Estado: Em perigo B1abc+2abc Hippocampus colemani. Estado: Não avaliado Hippocampus comes. Estado: Vulnerável A2cd Hippocampus coronatus. Estado: Dados insuficientes Hippocampus curvicuspis. Estado: Não avaliado Hippocampus debeliusHippocampus debelius Gomon & Kuiter, 2009. Estado: Não avaliado Hippocampus denise. Estado: Dados insuficientes Hippocampus erectus. Estado: Vulnerável A4cd Hippocampus fisheri. Estado: Dados insuficientes Hippocampus fuscus. Estado: Dados insuficientes Hippocampus grandiceps. Estado: Não avaliado Hippocampus guttulatus. Estado: Dados insuficientes Hippocampus hendriki. Estado: Dados insuficientes Hippocampus hippocampus. Estado: Dados insuficientes Hippocampus histrix. Estado: Vulnerável A2cd+4 cd Hippocampus ingens. Estado: Vulnerável A2cd+4 cd Hippocampus jayakari. Estado: Dados insuficientes

Hippocampus jugumus. Estado: Não avaliado Hippocampus kelloggi. Estado: Vulnerável A2d+4d Hippocampus kuda. Estado: Vulnerável A4cd Hippocampus lichtensteinii. Estado: Dados insuficientes Hippocampus minotaur. Estado: Dados insuficientes Hippocampus mohnikei. Estado: Dados insuficientes Hippocampus montebelloensis. Estado: Não avaliado Hippocampus multispinus. Estado: Não avaliado Hippocampus paradoxus. Estado: Não avaliado Hippocampus paradoxus. Estado: Não avaliado Hippocampus patagonicus. Estado: Não avaliado Hippocampus pontohi. Estado: Dados insuficientes Hippocampus procerus. Estado: Não avaliado Hippocampus pusillus. Estado: Não avaliado Hippocampus queenslandicus. Estado: Não avaliado Hippocampus reidi. Estado: Dados insuficientes Hippocampus satomiae. Estado: Dados insuficientes Hippocampus semispinosus. Estado: Não avaliado Hippocampus severnsi. Estado: Dados insuficientes Hippocampus sindonis. Estado: Pouco preocupante Hippocampus spinosissimus. Estado: Vulnerável A2d+4d Hippocampus subelongatus. Estado: Dados insuficientes Hippocampus trimaculatus. Estado: Vulnerável A4cd Hippocampus tyro. Estado: Não avaliado Hippocampus waleananus. Estado: Não avaliado Hippocampus whitei. Estado: Dados insuficientes Hippocampus zebra. Estado: Dados insuficientes Hippocampus zosterae. Estado: Dados insuficientes

Cavalos-marinhos pigmeus Cavalos-marinhos pigmeus tem menos do que 15 milímetros (0,59 in) de altura e 17 milímetros (0,67 in) de largura. Anteriormente, o termo foi aplicado exclusivamente para a espécie H. bargibanti. Mas, desde 1997, as descobertas fizeram este termo obsoleto. As espécies H. minotauro, H. denise, H. colemani, H. pontohi, H. severnsi e H. satomiae têm sido descritas assim. Outras espécies, que ainda não foram classificadas, também têm sido relatadas em livros, revistas de mergulho e na internet. Eles podem ser distinguidos de outras espécies de cavalos-marinhos pelos seus anéis de tronco 12, baixo número de anéis de cauda em comparação com os cavalos-marinhos normais (26-29), a localização na qual jovens são postos na região do tronco dos machos e seu tamanho extremamente pequeno. A análise molecular (de RNA ribossômico) de 32 espécies Hippocampus descobriram que H. bargibanti pertence a um clado separado de outros membros do gênero e, portanto, que as espécies divergiram das outras espécies em um passado "antigo". Cavalos-marinhos pigmeus são melhor camuflados e vivem em estreita associação com outros organismos, incluindo hidrozoários coloniais (Lytocarpus e Antennellopsis), algas coralíneas (Halimeda) fãs do mar (Muricella, Annella, Acanthogorgia). Isto, combinado com seu pequeno porte, explica por que a maioria das espécies só foram notadas e classificadas a partir de 2001.

Na medicina tradicional As populações de cavalos-marinhos estão sendo ameaçadas nos últimos anos pela pesca excessiva e a destruição de habitat. As espécies de cavalos-marinhos são usadas na medicina tradicional chinesa e aproximadamente 20 milhões são capturados a cada ano e vendidos para esta finalidade. Cavalos-marinhos não são facilmente criados em cativeiro pois são muito suscetíveis à doença e acredita-se que os "selvagens" têm melhores propriedades medicinais comparadas a cavalos-marinhos de aquário. Os cavalos-marinhos são também utilizados como medicamentos pelos indonésios, filipinos e muitos outros grupos étnicos. Importação e exportação de cavalos-marinhos tem sido controlada pela CITES desde 15 de maio de 2004. No entanto, Indonésia, Japão, Noruega e Coreia do Sul decidiram optar por sair das regras comerciais estabelecidos pela CITES. O problema pode ser exacerbado pelo crescimento de comprimidos e cápsulas como o método preferido de ingerir a medicação à base de cavalos-marinhos. Eles são mais baratos e acessíveis do que os tradicionais e o conteúdo é mais difícil de rastrear. Os cavalos-marinhos devem ter de um certo tamanho e qualidade antes de serem aceites pelos praticantes da medicina tradicional chinesa (MTC) e consumidores. O declínio da disponibilidade e da preferência aos de grande porte torna possível para os comerciantes da MTC venderem os mais jovens, o que não era comum anteriormente. Hoje, quase um terço dos cavalos-marinhos vendidos na China são pré-embalados, aumentando a pressão sobre as espécies.

Ligações externas Vimeo.com, Vídeo de espécies de cavalos-marinhos diversos no Monterey Bay Aquarium. Arkive (Em Ingles),imagens e filmes do cavalo-marinho-pigmeu (bargibanti Hippocampus) (Em Ingles) Cavalo - Marinho (Em Ingles) na Enciclopédia da Vida.

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