A ponte da Lagoncinha, sobre o rio Ave, localiza-se no Lugar da Garrida, na freguesia de Lousado, município de Vila Nova de Famalicão, distrito de Braga, em Portugal.Ficha na base de dados SIPA

Encontra-se classificada como Monumento Nacional desde em 1943.Ficha na base de dados da DGPC

História Foi construída no século XII, provavelmente sobre as ruínas de uma antiga ponte romana na via que ligava Bracara Augusta a Cale.

A ponte da Lagocinha, sobre o Rio Ave, remonta, muito possivelmente, ao período medieval, época em que substituiu a antiga ponte romana que estabelecia a ligação entre o Porto e a cidade de Braga e, principalmente, a ligação entre o Porto e Santarém, naquela que era considerada uma das mais importantes vias do Império Romano (Scalabis Praesidium Julium) (COSTA, 2002, p. 23 e 27).

Foi utilizada pelo exército francês, comandado pelo Marechal Soult, durante a Travessia do Ave, em 1809. Houve, inclusive, combates entre as tropas francesas e o povo.

Situada na zona sul do concelho de VNF, na freguesia de Lousado sobre o Rio Ave, é um notável exemplo de ponte românica, quer em termos de engenharia, quer a nível histórico, sendo um elemento patrimonial de primeiro plano no concelho e mesmo no país.

Foi em 1952 e 1953, objecto de obras relevantes de preservação, efectuadas pela Direcção-Geral de Edifícios e Monumentos Nacionais.

Características É uma ponte com seis arcos, cinco corta-rios, e o seu tabuleiro tem as dimensões cerca de 120 metros de comprimento por 4 metros de largura.

É uma ponte com tabuleiro de perfil horizontal, com duas rampas, sobre 6 arcos desiguais, uns com arco de volta redonda e outros quebrados. Tem sistematicamente contrafortes com talhamares triangulares e talhantes quadrangulares. As guardas são de cantaria de granito e o pavimento é com lajes também em granito.

Degradação Solicitados pela Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais, investigadores do Departamento de Estruturas da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto executaram uma inspecção e diagnóstico da ponte, tendo concluído que a ponte está em risco, e defendido a necessidade de uma intervenção rápida de forma a evitar a ruína da via.

A causa da degradação são fissuras detectadas na ponte, provocadas pelo "abatimento por descompressão do primeiro arco do lado norte", e que inicialmente atribuídas ao tráfego automóvel, foi verdadeiramente identificada como a colocação de uma caixa de drenagem de água, pelo do Sistema Integrado de Despoluição do Vale do Ave no leito do rio, e que alterou a corrente do mesmo.

Além de ter aumentado a velocidade do escoamento da água na zona, por ter reduzido o leito, esta estrutura direcionou as águas ao encontro do arco, causando-lhe uma fissura longitudinal. Os investigadores detectaram ainda danos generalizados, como perda de argamassa nas juntas, degradação do material granítico e presença de poluição biológica.http://www.portugalweb.net/castelos/noticias/03/121102.asp

Em 2018 foram realizadas obras de conservação e valorização da ponte.

Ver também Lista de património edificado no distrito de Braga

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