O Centro Histórico de Macau () é um conjunto de estruturas históricas datadas desde ao , quando os exploradores portugueses chegaram no território, conhecido na atualidade como Região Administrativa Especial de Macau da República Popular da China. As construções do Centro Histórico tendem a mostrar a mistura dos estilos arquitetónicos europeus e chineses.

O Centro Histórico de Macau inclui: o Templo de A-Má, o Quartel dos Mouros, a Casa do Mandarim, a Igreja de São Lourenço, a Igreja e Seminário de São José, o Teatro Dom Pedro V, a Igreja de Santo Agostinho, a Biblioteca Sir Robert Ho Tung, o Edifício do Leal Senado, o Templo de Sam Kai Vui Kun, a Santa Casa da Misericórdia, a Igreja da Sé, a Casa de Lou Kau, a Igreja de São Domingos, as Ruínas de São Paulo, o Templo de Na Tcha, o Troço das Antigas Muralhas de Defesa, a Fortaleza do Monte, a Igreja de Santo António, a Casa Garden, o Cemitério Protestante (incluindo a Capela Protestante), a Fortaleza da Guia (incluindo a Capela de Nossa Senhora da Guia e o Farol da Guia), o Largo do Pagode da Barra, o Largo do Lilau, o Largo de Santo Agostinho, o Largo do Senado, o Largo de São Domingos, o Largo da Sé, o Largo da Companhia de Jesus e o Largo de Camões.

No dia 15 de julho de 2005, o Centro Histórico de Macau entrou na Lista do Património Mundial da Humanidade da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) e foi designado como o 31.º sítio do Património Mundial da China.

Origens culturais e história miniatura|esquerda|Vista da parte antiga de Macau. Macau, o primeiro entreposto comercial europeu na China, desde da sua ocupação em 1557 pelos portugueses até hoje, foi uma importante porta de acesso da civilização ocidental na China, que permitiu o contacto entre a Europa com a civilização chinesa e vice-versa. Durante cinco séculos, Macau foi uma importante plataforma para a simbiose e o intercâmbio cultural entre o Oriente e Ocidente. Esta intensa troca cultural moldou a identidade de Macau, onde ocorreu um processo de miscigenação que resultou no aparecimento da cultura, do patuá e da comunidade macaense.

O encontro entre as culturas ocidentais e orientais proporcionou a criação dos estilos arquitetónicos únicos do mundo, resultado das fusões das correntes arquitetónicas europeias, chinesas e das outras nações da Ásia. Estes estilos marcam a arquitetura do Centro Histórico de Macau.

Esse conjunto arquitetónico situa-se na sua maior parte no sul e sudoeste de Macau visto que até ao , os portugueses, construtores da maioria dos monumentos do Centro Histórico de Macau, eram proibidos de viver no norte de Macau, região dos campos de cultivo possuídos pelos chineses. Até ao , a "Cidade do Santo Nome de Deus de Macau" era pequena e delimitada por muralhas, ocupando somente o sul da península de Macau. Só a partir do , com o declínio da autoridade e influência chinesa sobre Macau, os portugueses puderam expandir a cidade para o norte da península (e posteriormente ocupando também a Taipa e Coloane). Porém, no , o porto de Macau perdeu sua importância com a Primeira Guerra do Ópio, quando Hong Kong se tornou no porto ocidental mais importante na China. A decadência de Macau impediu a sustentação dos elevados custos da construção e manutenção dos edifícios grandes, luxuosos e requintados. Um exemplo e a Igreja da Madre de Deus e do Colégio de São Paulo, grandes edifícios requintados, que após um incêndio no ano de 1835, nunca mais foram reconstruídos, devido ao elevado custo da reconstrução. O conjunto dos "restos" e vestígios destes dois edifícios formam atualmente as Ruínas de São Paulo.

No dia 15 de julho de 2005, o Centro Histórico de Macau entrou na lista do Património Mundial da Humanidade da UNESCO e foi designado como o 31.º sítio do Património Mundial da China. As comemorações foram feitas em Macau pela entrada na lista, que iria contribuir para o desenvolvimento do turismo na cidade, atividade que se tornou importante para a economia de Macau. A inclusão na lista também contribuiu para a conservação do património histórico e arquitetónico da cidade e num contexto mais amplo, representa uma parte importante da história da China.

Ver também Fortificações de Macau História de Macau Igrejas e Capelas de Macau Macau Macau (Portugal) Religião em Macau

Ligações externas

Categoria:Patrimônio Mundial da UNESCO na China