Mauro Borges Teixeira (Rio Verde, — Goiânia, ) foi um militar e político brasileiro filiado ao Partido Progressista (PP). Por Goiás, foi governador, senador e deputado federal por dois mandatos.

Era filho do também político Pedro Ludovico Teixeira e de dona Gercina Borges Teixeira.

Carreira militar Mauro Borges cursou a Escola Militar do Realengo e a Escola de Comando e Estado-Maior do Exército. O maior posto que atingiu na hierarquia do Exército Brasileiro foi o de tenente-coronel, sendo promovido a coronel quando foi para a reserva.

Carreira política Mauro Borges iniciou sua carreira política em 1958, quando foi eleito deputado federal por Goiás. Em 1960, foi eleito governador do estado, cargo que seu pai já exercera dezessete vezes entre 1930 e 1954, como interventor de Getúlio Vargas e depois como governador eleito.

Governo Mauro Borges (1961-1964) esquerda|miniaturadaimagem|177x177px|Solenidade de posse do governador de Goiás, Mauro Borges Teixeira, em 31 de janeiro de 1960. miniaturadaimagem|direita|Intervenção federal em Goiás, contra o governador Mauro Borges Teixeira. Mauro Borges foi eleito governador de Goiás pelo Partido Social Democrático (PSD). Sendo militar com curso de Estado Maior do Exército, tinha formação necessária para criar um plano de governo, o Plano MB (Mauro Borges). Para auxiliá-lo, contratou uma equipe formada pela Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro. No seu governo, foi criada a Secretaria do Planejamento e, anos mais tarde, o Governo Federal criou o Ministério do Planejamento e Orçamento.

Em seu governo, foi montada uma administração ágil e operante, criou os concursos públicos, onde os funcionários públicos eram contratados pelos seus méritos, esse foi um de seus grandes feitos pois tudo funcionava e bem. Criou o Consórcio Rodoviário, um fundo de reservas financeiras para viabilizar as construções de estradas, com isso viabilizou a construção de 11.000 km de estradas.

Mauro Borges integrou Goiás no cenário econômico nacional, promovendo o crescimento das fronteiras econômicas por meio da retomada da Marcha para o Oeste e a implantação de uma reforma agrária que teve como o modelo os kibutz de Israel, organizados a partir da produção cooperativa.

Além do Plano MB, como era chamado seu projeto para integrar o estado no cenário econômico nacional, Mauro Borges realizou também a conclusão do Aeroporto Santa Genoveva, da Usina Rochedo, da Usina de Cachoeira Dourada e a ampliação e reestruturação da Companhia Energética de Goiás (CELG).

Campanha da Legalidade (1961) Participou ativamente da Campanha da Legalidade, juntamente com o governador do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola. Pelo apoio prestado aos legalistas, recebeu o título de cidadão gaúcho, após a posse de João Goulart.

O movimento tinha por fim defender a posse do vice-presidente João Goulart, tendo em vista a renúncia do então presidente, Jânio Quadros, em 25 de agosto de 1961. Alguns militares de alta patente e parte da sociedade brasileira eram contra a posse de Jango por considerá-lo aliado dos comunistas. Na ocasião da renúncia de Jânio, o seu vice estava em visita oficial à China, país comunista, fato que reforçou a tese dos favoráveis ao golpe.

O apoio de Mauro Borges chegou a transformar o Palácio das Esmeraldas, sede do governo estadual, em um quartel-general dos legalistas, utilizando a Rádio Brasil Central como difusora do movimento, na chamada rede da legalidade. Tal posicionamento criou atritos com as Forças Armadas, que mandou aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) sobrevoarem a capital goiana como forma de intimidação. A ameaça da invasão de Goiânia pelos militares chegou a causar pavor na população goianiense, tendo o governador cogitado armar a mesma para resistir.

Logo após, segundo relata o general Jayme Portella de Mello, chefe do gabinete militar da presidência da república no governo Costa e Silva, o governador Mauro Borges Teixeira aderiu à ditadura instituída pelo golpe de 1964, por força das circunstâncias; porém sofreu uma destituição com a intervenção federal em Goiás em 1964.

Golpe de 1964 e queda

Pós-intervenção federal miniaturadaimagem|255x255px|O senador federal por Goiás, Mauro Borges Teixeira, assina a Constituição brasileira de 1988, durante a Assembleia Nacional Constituinte de 1987-88. Foi afastado por intervenção federal após o golpe de 1964, tendo seus direitos políticos cassados em 1966. Voltou ao cenário político em 1979, quando foi eleito presidente regional do Movimento Democrático Brasileiro (MDB). No pleito de 1982, foi eleito senador pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) participando da Assembleia Nacional Constituinte de 1987, sendo favorável e assinando a Constituição brasileira de 1988. Nas eleições estaduais de 1986, concorreu ao governo do estado pelo Partido Democrata Cristão, agremiação do qual era presidente nacional. Porém foi derrotado pelo candidato do Partido do Movimento Democrático Brasileiro, o médico e ex-deputado estadual por Goiás, Henrique Santillo. esquerda|miniaturadaimagem|160x160px|Então deputado federal por Goiás, Mauro Borges, na década de 1990.

Em 1990, nas eleições estaduais daquele ano, foi novamente eleito deputado federal pelo Partido Democrata Cristão (PDC), partido do qual foi presidente da fundação até a extinção. Em 1993, como membro da Câmara dos Deputados, Teixeira foi admitido pelo presidente Itamar Franco à Ordem do Mérito Militar no grau de Comendador especial.

Afastamento da política e morte Não participou das eleições estaduais de 1994, e a partir de então, deixou a vida pública. Nos anos 2000, Mauro Borges Teixeira começou a desenvolver Doença de Alzheimer. Em 15 de março de 2013, deu entrada na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital do Coração Anis Rassi, durante complicações da pneumonia. Duas semanas depois, o ex-governador sofreu falência múltipla de órgãos, vindo a óbito no dia 29 de março daquele ano.

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