A Edda em Prosa, também conhecida como Edda Menor ou Edda de Snorri, é um manual islandês de poesia escáldica e um compêndio de mitologia nórdica. O trabalho foi escrito por Snorri Sturluson, um poeta, historiador e político islandês, por volta do ano 1220. É uma fonte fundamental para a nossa compreensão da mitologia e da arte poética nórdica antiga.

Nos nossos dias, existem 7 manuscritos sobreviventes com passagens do texto da Edda em prosa, dos quais, os 4 mais importantes são o Codex Upsaliensis (U), o mais antigo, o Codex Wormianus (W), o Codex Trajectinus (T) e sobretudo o Codex Regius (R).

O Codex Upsaliensis está guardado na Biblioteca da Universidade de Upsália em Upsália na Suécia.

A Edda em prosa está dividido em três partes:

Gylfaginning - Gylfe, um rei mitológico sueco, visita os deuses asses (Aesir) e faz perguntas sobre o começo do mundo, sobre o cavalo Sleipnir, entre outros. Skáldskaparmál - Abordagem da língua figurada da poesia nórdica e das suas associações ocultas, com numerosas referências à Edda em verso. Háttatal - Compêndio de poesia para os poetas escaldos.

Sete manuscritos da Edda em Prosa sobreviveram até aos dias de hoje: seis cópias do período medieval e outra datada de 1600. Nenhum manuscrito está completo e cada um tem variações. Para além dos três fragmentos, os quatro manuscritos principais são o Codex Regius, o Codex Wormianus, o Codex Trajectinus e o Codex Upsaliensis:Wanner (2008: 97). NomeLocalização atualDataNotasCodex Upsaliensis (DG 11)Biblioteca da Universidade de Uppsala, SuéciaPrimeiro trimestre do século XIV.Ross (2011:151).Fornece algumas variantes que não se encontram em nenhum dos outros três manuscritos principais, como o nome Gylfaginning.Códice Regius (GKS 2367 4°)Instituto Árni Magnússon de Estudos Islandeses, Reykjavík, IslândiaPrimeira metade do século XIV. É o mais abrangente dos quatro manuscritos e é considerado pelos estudiosos como o mais próximo dum manuscrito original. É por isso que é a base para as edições e traduções da Edda em Prosa. O seu nome deriva da sua conservação na Biblioteca Real da Dinamarca durante vários séculos. De 1973 a 1997, centenas de manuscritos islandeses antigos foram devolvidos da Dinamarca à Islândia, incluindo, em 1985, o Codex Regius, que é hoje preservado pelo Instituto Árni Magnússon de Estudos Islandeses.Codex Wormianus (AM 242 fol)Colecção de Manuscritos Arnamagnæan, Copenhaga, DinamarcaMeados do século XIV. NenhumCodex Trajectinus (MSS 1374)Biblioteca da Universidade de Utrecht, HolandaEscrito 1600. Uma cópia de um manuscrito realizado na segunda metade do século XIII. thumb|O provável stemma de Snorra Edda, considerando apenas a fonte principal de cada manuscrito. Baseado em Haukur (2017: 49–70, esp. p.58)

Os outros três manuscritos são AM 748; AM 757 a 4to; e AM 738 II 4to, AM le ß fol. Embora alguns estudiosos tenham duvidado que um stemma sólido dos manuscritos possa ser criado, devido à possibilidade de os escribas se basearem em múltiplos exemplares ou redigirem com base em memória, trabalhos recentes descobriram que as principais fontes de cada manuscrito podem ser facilmente determinadas.Haukur (2017:49–70). A Edda em prosa, fora da Islândia, era desconhecida até à publicação da Edda Islandorum'' em 1665.Gylfi (2019: 73-86).

Ver também Edda Edda em verso

Bibliografia

Categoria:Livros épicos Categoria:Mitologia nórdica