Jajá ibne Saíde Alguifari () foi um companheiro de Maomé pertencente aos guifaritas. Converteu-se ao islã acompanhado por outros membros de sua tribo e esteve entre os participantes do Juramento de Riduão. Durante a Expedição de Almuraici, envolveu-se numa disputa com o ançar Sinane ibne Uabara, que provocou tensão entre os emigrantes e os ançares e levou à intervenção de Maomé. Durante o califado de Otomão , Jajá protagonizou um incidente no qual tomou e quebrou o bastão em que o califa se apoiava enquanto pronunciava um sermão. Morreu poucos meses depois do assassinato de Otomão, em 36 A.H. (657). Jajá também é mencionado como transmissor de hádice.

Biografia

Jajá ibne Saíde Alguifari pertencia aos guifaritas, tribo estabelecida entre Meca e Medina. As fontes apresentam divergências quanto ao nome de seu pai, que também é referido como Caice ou Maçude. Jajá dirigiu-se a Maomé acompanhado por outros integrantes de sua tribo e converteu-se ao islã. Mais tarde, esteve entre os companheiros de Maomé presentes no Juramento de Riduão. Jajá também esteve envolvido num episódio ocorrido durante a Expedição de Almuraici. Enquanto retirava água de um poço, entrou em conflito com Sinane ibne Uabara, um ançar pertencente aos juainaítas. Durante a altercação, Sinane chamou os ançares em seu auxílio, enquanto Jajá chamou os emigrantes. A disputa provocou tensão entre os dois grupos, levando Maomé a intervir e censurar a utilização de apelos baseados na solidariedade tribal. O episódio também levou Abedalá ibne Ubai a fazer declarações contra os emigrantes, posteriormente associadas ao versículo 63:8 do Alcorão.

Segundo uma tradição, em outro episódio Jajá abateu um camelo pertencente a um homem dos muzainaítas, queixando-se de que o animal havia entrado em suas terras. Maomé determinou que ele compensasse o proprietário entregando-lhe um camelo equivalente. Durante o califado de Otomão , Jajá protagonizou um incidente cuja causa é desconhecida. Enquanto o califa pronunciava um sermão no púlpito, Jajá tomou o bastão no qual ele se apoiava e o quebrou sobre o próprio joelho direito. Um fragmento do bastão penetrou-lhe o joelho e, segundo o relato preservado nas obras biográficas, Jajá posteriormente desenvolveu uma doença óssea. Morreu poucos meses depois do assassinato de Otomão, em 36 A.H. (657). Há notícia de que Nafi ibne Hurmuz teria transmitido hádice sob a autoridade de Jajá, mas Albucari considerou essa informação incorreta. Atirmidi, por sua vez, registra que Jajá transmitiu relatos atribuídos a Maomé.

Bibliografia

Categoria:Guifaritas Categoria:Juramento de Riduão Categoria:Árabes do século VII Categoria:Pessoas do Califado Ortodoxo Categoria:Companheiros de Maomé