Francisco Queiroz Caputo Neto (Juiz de Fora, 15 de agosto de 1969), mais conhecido como Kiko Caputo, é um advogado e político brasileiro. Presidiu a seccional do Distrito Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-DF) entre 2010 e 2012, integrou o Conselho da República entre 2018 e 2021 e representou o Distrito Federal no Conselho Federal da OAB entre 2019 e 2026. Em abril de 2026, filiou-se ao Partido Novo e, em julho, teve sua candidatura ao Governo do Distrito Federal homologada pela legenda.
Biografia Nascido em Juiz de Fora, é filho de Clea Caputo Bastos e do advogado e jornalista Maurício de Campos Bastos, e irmão do ministro do Tribunal Superior do Trabalho Guilherme Augusto Caputo Bastos.
A família mudou-se para Brasília no início de 1973. Graduou-se em Direito pelo Centro Universitário do Distrito Federal em 1994 e concluiu pós-graduação em direito do trabalho pela Associação dos Juízes do Trabalho do Distrito Federal, passando a atuar nas áreas trabalhista e de resolução de disputas no escritório Caputo, Bastos e Serra Advogados.
É casado com Janaína Caputo, com quem tem três filhos, e declara-se cristão evangélico.
Em novembro de 2009, Caputo foi eleito presidente da OAB-DF pela chapa Questão de Ordem, com 4.783 votos, contra 4.383 recebidos por Ibaneis Rocha. Exerceu o mandato de 2010 a 2012.
A gestão coincidiu com a crise política aberta pela Operação Caixa de Pandora. Em fevereiro de 2010, na condição de presidente da seccional, Caputo protocolou, ao lado do PT, do PSB e da CUT, pedido de impeachment contra o governador em exercício Paulo Octávio. Ainda naquele mês, a OAB-DF apresentou ao Supremo Tribunal Federal manifestação contrária à intervenção federal na unidade federativa, sustentando que as instituições locais permaneciam em funcionamento. Em 2012, a seccional participou da formulação da proposta que instituiu piso salarial para advogados empregados no setor privado do Distrito Federal. No mesmo ano, recebeu o título de Cidadão Honorário de Brasília, concedido pelo Decreto Legislativo nº 1.928, de 27 de setembro de 2012, e entregue em cerimônia da Câmara Legislativa do Distrito Federal em maio de 2014.
Em fevereiro de 2018, foi nomeado pelo presidente Michel Temer membro suplente do Conselho da República, órgão consultivo da Presidência previsto na Constituição, tendo participado da reunião convocada para tratar da intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro. No ano seguinte passou a representar o Distrito Federal no Conselho Federal da OAB, em três períodos consecutivos — 2019–2021, 2022–2024 e 2025–2027 —, o último na condição de conselheiro suplente.
Em outubro de 2025, quando ainda não possuía filiação partidária, Caputo anunciou que disputaria o Governo do Distrito Federal nas eleições do ano seguinte. Renunciou ao assento no Conselho Federal da OAB em 26 de fevereiro de 2026, alegando a necessidade de dedicar-se ao projeto eleitoral, e em abril filiou-se ao Partido Novo, que no mesmo mês lançou sua pré-candidatura.
Na declaração de bens apresentada à Justiça Eleitoral para o registro da candidatura, informou patrimônio de R$ 47,3 milhões, o maior entre os candidatos ao Governo do Distrito Federal naquela eleição.
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