Diogo Correia (Lisboa, primeira metade do - Portalegre, 9 de outubro de 1614) foi um prelado português da Igreja Católica, foi bispo de Portalegre e, antes, de Ceuta e Tânger.
Biografia Era natural de Lisboa, filho de Francisco Vaz Teles (ou Correia), alcaide-mor de Braga e de Ervededo, e de Catarina Correia, portanto, sobrinho do arcebispo de Braga, D. Frei Bartolomeu dos Mártires, O.P., em cuja casa foi criado. Seguindo a vida eclesiástica, foi feito cônego da Sé de Braga.
Em 1585 foi nomeado como bispo de Ceuta e Tânger, tendo seu nome aprovado pelo Papa Sisto V em 15 de julho deste ano.Catholic Hierarchy
O seu episcopado decorreu num momento de consolidação das reformas promovidas pelo Concílio de Trento, processo em que o exemplo e a influência do seu tio tiveram particular relevo na Igreja portuguesa. Em Ceuta, se distinguiu no resgate de cativos.
D. Filipe I pediu a sua transferência para a Diocese de Portalegre e em 16 de fevereiro de 1598, o Papa Clemente VIII confirmou a sua nomeação. Tomou posse em 9 de julho seguinte, representado pelo deão da catedral, Francisco Alvarez Pimentel e chegando à Sé em 15 de setembro.
A atividade pastoral centrou-se na generosidade para com os necessitados, através da colaboração dos poderosos, despertando a consciência coletiva para a assistência às calamidades do tempo, em terras marcadas pela fome e pela peste, com intervenção social, concreta, de pastor. O seminário, apesar das dificuldades econômicas, recebeu intervenção e atenção da comunidade. A fundação do Colégio de São Sebastião dos Jesuítas em Portalegre em 1605, com o começo na Igreja de Santa Maria-a-Grande, tem o apoio da diocese e revela empenho na educação de jovens e adultos.
Após já ter deixado o governo pastoral, D. Diogo se recolheu a sua quinta, ainda hoje com uns azulejos na parede, ao lado do portão, onde quem passa na estrada de Portalegre para Castelo de Vide pode ler: “Quinta do Bispo”. Aí, segundo a tradição, dedicava-se a modelar imagens de Jesus flagelado: “Senhor da Paciência”, “Senhor dos Aflitos”, “Senhor do Bonfim”. De acordo com a tradição local, seria até D. Diogo quem modelou o original da imagem do “Ecce homo”, cuidada ao longo dos tempos pelos seus devotos e que hoje se encontra na igreja do Senhor do Bonfim.
Morreu em 9 de outubro de 1614, sendo velado e sepultado na Sé de Portalegre.
Bibliografia
Ligações externas
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