Rebia ibne Alharite () foi um membro dos haxemitas e companheiro de Maomé, de quem era primo paterno por ser filho de Alharite ibne Abede Almotalibe. Mais velho que seu tio Alabás ibne Abede Almotalibe, tinha a cúnia Abu Arua. Antes do advento do islã, um de seus filhos ainda pequeno foi morto por um hudailita, episódio posteriormente evocado por Maomé ao abolir as reivindicações de vingança de sangue provenientes da Jailia.

Rebia não participou da Batalha de Badre ao lado dos politeístas por se encontrar em viagem à Síria e mais tarde procurou Maomé como emigrante. Recebeu parte das provisões provenientes de Caibar e participou da Batalha de Hunaine, na qual as fontes o incluem entre os companheiros que permaneceram junto de Maomé durante a debandada de parte das forças muçulmanas. Transmissor de tradições de Maomé, sobreviveu a ele e morreu durante o califado de Omar, depois de seus irmãos Naufal e Abu Sufiane.

Vida

Rebia era filho de Alharite ibne Abede Almotalibe e neto de Abede Almotalibe, sendo, portanto, primo paterno de Maomé. Segundo Atabari, era alguns anos mais velho que seu tio paterno Alabás ibne Abede Almotalibe, e uma tradição mais específica atribui-lhe dois anos a mais que o tio. Entre seus filhos são mencionados Abedalá e Arua, esta última responsável por sua cúnia, Abu Arua (Abū ʿArwā). Antes do advento do islã, outro filho de Rebia, ainda pequeno, foi morto enquanto se encontrava aos cuidados de uma ama de leite dos , um ramo dos quinanaítas. Atabari registra divergência quanto ao nome da criança: segundo , chamava-se Adão (Ādam), enquanto outras tradições o denominavam Tamame (Tammām) ou Iás (Iyās). O menino teria saído diante das tendas e sido atingido na cabeça por uma pedra lançada por um homem dos hudailitas, morrendo em consequência do ferimento. O advento do islã ocorreu antes que Rebia pudesse vingar a morte do filho. O episódio foi posteriormente evocado por Maomé durante a Conquista de Meca, quando declarou abolidas as reivindicações de vingança de sangue provenientes da Jailia e apresentou como primeiro caso anulado o do filho de Rebia. Atabari explica que a declaração extinguia o direito de Rebia de procurar vingança pela morte da criança.

Rebia não participou da Batalha de Badre ao lado dos politeístas, pois se encontrava então em viagem à Síria. Mais tarde, durante o período da Conquista de Meca, procurou Maomé como emigrante. Após a Batalha de Caibar, Rebia aparece entre os beneficiários das provisões distribuídas por Maomé a partir de sua parcela da produção de Caibar, recebendo cem wasqs. Participou posteriormente da Batalha de Hunaine ao lado de Maomé e esteve entre os membros de sua família e companheiros que permaneceram firmes durante a debandada de parte das forças muçulmanas. Uma tradição preservada por Aluaquidi também o inclui nominalmente entre os homens que permaneceram junto de Maomé durante a retirada, ao lado de Alabás ibne Abede Almotalibe, Ali, , Abu Sufiane ibne Alharite, , Uçama ibne Zaíde, Abu Bacre e Omar. Atabari preserva ainda uma tradição transmitida pelo próprio Rebia, segundo a qual ele teria visto Maomé no monte Arafate durante a época pré-islâmica, entre os politeístas, e posteriormente no mesmo local já sob o islã, episódio que Rebia teria interpretado como manifestação da ação divina. Rebia transmitiu tradições de Maomé, e Aluaquidi também o inclui numa cadeia de transmissão relativa ao episódio de durante o cerco dos curaizaítas. Rebia morreu durante o califado de Omar, depois de seus irmãos Naufal e Abu Sufiane.

Bibliografia

Categoria:Companheiros de Maomé Categoria:Árabes do século VII Categoria:Haxemitas (clã coraixita) Categoria:Primos de Maomé