Joaquim Alves Torres (Vila do Conde, Arcos, Casa de Moldes, 12 de maio de 1866 – Póvoa de Varzim, 11 de maio de 1941)) foi um distinto advogado, dirigente público, co-senhor da Quinta da Torre (Casais), em Arcos, Vila do Conde.

Família Joaquim Alves TorresREIS, José Manuel de Seabra da Costa — Genealogias dos Carneiro da Grã e dos Costa Reis: memórias de morgados e de enfiteutas da freguesia de Santa Eulália de Balasar, Porto: Edição de autor (sob patrocínio da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim), 2020.REIS, José Manuel de Seabra da Costa – O Palacete Flores: memórias da minha família e da Póvoa do Varzim. Porto: Edição de autor (sob patrocínio da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim), 2022.SOUSA, D. Gonçalo de Vasconcelos e; REIS, José da Costa — Costados nobres de Portugal. Porto: Livraria Esquina, 1992, árvore número 96. era um dos seis filhos de António Alves Torres (Vila do Conde, Arcos, Casa de Moldes, 14 de abril de 1834 – Vila do Conde, Arcos, Quinta da Torre (Casais), 6 de abril de 1920), importante proprietário rural e rico prestamista, e de sua mulher e prima Bernardina Lopes de Castro (Vila do Conde, Retorta, Casa de Mourão, 21 de abril de 1836 – Vila do Conde, Arcos, Quinta da Torre (Casais), 12 de julho de 1916), moradores nas suas Quinta da Torre (Casais) e Casa de Moldes, em Arcos, Vila do Conde. Pelo lado paterno, Joaquim Alves Torres era primo coirmão do arcebispo de Braga D. António Bento Martins Júnior (Vila do Conde, Arcos, 5 de maio de 1881 – Braga, 19 de agosto de 1963) e, pelo lado materno, era primo coirmão de José António de Castro Alves (Vila do Conde, Retorta, Casa do Assento, 17 de fevereiro de 1853 – Póvoa de Varzim, Casa do Adro, 3 de março de 1920), médico e político na Póvoa de Varzim onde foi um dos proclamadores da república em 1910, (avô materno de Margarida de Castro Alves mulher de Jerónimo de Lacerda, fundador da maior estância sanatorial de Portugal no Caramulo) assim como dos irmãos Francisco Xavier, Maria da Conceição e José de Castro Figueiredo Faria, da Casa de São Sebastião, em Vila do Conde, atualmente Centro de Memória de Vila do Conde Destes três irmãos descendem as famílias Castro Figueiredo Faria, Borges Vinagre, Limpo de Faria, Limpo Trigueiros, Carneiro Pacheco, Monteiro Pacheco, etc.. Por via paterna, era trineto de Pedro João de Amorim (Póvoa de Varzim, Amorim, Casal de Amorim, 31 de janeiro de 1738 – Póvoa de Varzim, Amorim, Casal de Amorim, 16 de abril de 1817), patriarca da prolífera e benemérita família Amorim, da freguesia de Amorim, Póvoa de Varzim, pelo que era parente de grande parte da classe dominante da Póvoa de Varzim e Vila do Conde na segunda metade do século XIX Nomeadamente os Gomes de Amorim, Bonito de Amorim, Amorim Alves, Martins Flores, Costa Reis, Amorim Cunha, Campos Cunha, Loio de Amorim, Loureiro Amorim, Campos Matos, Matos Moreira, Campos Trocado, barões de Casa Forte, etc.. Também era parente do 1.º barão da Póvoa de Varzim, do 1.º barão de Casa Forte. Era tio materno e tutor de Joaquim Torres da Costa Reis e Francisco Torres da Costa Reis.

Biografia Rejeitou a vida eclesiástica pretendida pelos seus pais e decidiu formar-se em Direito na Universidade de Coimbra, mantendo-se sempre celibatário, espartano, misógino, autoritário e “pouco dado a exibicionismos”Jornal Ideia Nova de 17.05.1941.. A todos os familiares e amigos, alertava para a necessidade de garantir os direitos da água nas suas propriedades porque acreditava, com grande visão, que “as guerras do futuro serão por causa da água”. Foi bacharel formado em Direito (Universidade de Coimbra); notável advogado na Póvoa de Varzim; presidente da Junta de Repartidores da Contribuição Industrial da Póvoa de Varzim (1907); consultor jurídico da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim durante cerca de 50 anos; vice-presidente e presidente da Assembleia Recreativa Povoense; medalha de prata do Reconhecimento poveiro; medalha de cobre do Real Instituto de Socorros a NáufragosJornal Estrella Povoense de 3.7.1910., etc. À sua morte, escreveu-se que foi um “advogado distinto, e sempre exerceu a advocacia com uma elevada consciência profissional, era no concelho próximo da Póvoa de Varzim como no nosso concelho de Vila do Conde muito considerado e estimado, e bem merecia, pela sua vida sempre direita, a consideração e a estima que o rodeavam. Como homem e como advogado, o dr. Joaquim Torres foi um cidadão exemplar, cujo conselho sempre se ouvia com respeito e seguia com confiança; e mesmo depois de afastado da advocacia muitos e muitos ainda o procuravam para lhe pedir êsse conselho, que era quási sempre uma decisão que se acatava”Jornal Renovação de 17.5.1941..

Referências

Categoria:Advogados de Portugal Categoria:Naturais de Vila do Conde