Giuseppe Cocconi (1914–2008) foi um físico italiano que dirigiu o Sincrotrão a Protões da CERN em Genebra. Ele é conhecido por seu trabalho no ramo da física de partículas e por seu envolvimento com o SETI, sobre o qual escreveu: "[a] probabilidade de sucesso é difícil de se estimar; mas se nunca buscarmos, a chance de sucesso é zero."
Vida Cocconi nasceu em Como, Reino de Itália, em 1914. Estudou física na Universidade de Milão e, em fevereiro de 1938, foi para a Universidade de Roma La Sapienza a convite de Edoardo Amaldi. Lá, conheceu os físicos Enrico Fermi e Gilberto Bernardini. Com Fermi, ele construiu uma câmara de Wilson para estudar a desintegração de mésons. Em agosto daquele ano, Cocconi lançou as bases da pesquisa de raios cósmicos em Milão. Enquanto estava lá, Cocconi orientou Vanna Tongiorgi, que escolheu raios cósmicos como tema de sua tese, e mais tarde casou-se com ela em 1945.
Em 1942, Cocconi foi nomeado professor na Universidade de Catânia, mas foi contratado pelo exército italiano para pesquisar fenômenos infravermelhos para a Força Aérea Real Italiana até o final da Segunda Guerra Mundial, no final de 1944. Ele deu aulas em Catânia até 1947, quando Hans Bethe o convidou para se juntar à Universidade Cornell. Durante sua estadia em Cornell, Cocconi e sua esposa realizaram muitos experimentos tanto lá quanto em Echo Lake, localizado nas Montanhas Rochosas, onde demonstraram as origens galácticas e extragalácticas dos raios cósmicos. Em 1955, ele recebeu uma Bolsa Guggenheim. Enquanto estava em Cornell, ele também escreveu, com Philip Morrison, seu artigo mais famoso, "Searching for Interstellar Communications" (Buscando Comunicações Interestelares), sobre a linha de hidrogênio de 21 cm, que se revelou de vital importância no programa SETI.
Durante seu período sabático de 1959 a 1961, Cocconi ajudou a impulsionar o programa de pesquisa do Sincrotrão a Protões na CERN e conduziu uma série de experimentos sobre espalhamento próton-próton e sobre a seção de choque de prótons e nêutrons. Ele também continuou essa pesquisa no Laboratório Nacional de Brookhaven (BNL). Em 1963, ele retornou a CERN e descobriu, com Alan Wetherell e Bert Diddens, e outros, que o pico de difração no espalhamento próton-próton diminuiu com o aumento da energia de colisão. Isso foi interpretado como a "troca de dois Polos de Regge", que mais tarde ficou conhecido como pomerão.
De 1967 a 1969, Cocconi foi diretor de pesquisa da CERN e colaborou com a criação do Pote Romano, um tipo de detector de partículas. Em seguida, com um grupo liderado por Klaus Winter, ele formou a colaboração CHARM, que trabalhou até a década de 1980, investigando o espalhamento elástico de elétrons por neutrinos. Ele se aposentou em 1979, mas manteve contato com a pesquisa da CERN e com pesquisas relacionadas à física de partículas em geral.
Cocconi morreu em 9 de novembro de 2008. Seus colegas e amigos escreveram o seguinte em seu obituário na CERN:Giuseppe tinha a alegria de ter do respeito de grandes físicos do mundo. Homem de cultura e visionário, era muito curioso e atento ao que acontecia no mundo, e não apenas no campo da física. Gentil e sempre disposto a ouvir, sincero, mas humilde em suas relações com os colegas, sempre pronto a admirar o sucesso alheio, tinha prazer em compartilhar seu conhecimento com os mais jovens. Recusar-se a se associar a academias, seu desinteresse por prêmios e honrarias, assim como seu desejo de não falar publicamente sobre sua vida científica após a aposentadoria, são bem conhecidos. Ele foi um grande físico.
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