Um ejetossoma é um organelo celular responsável por ejetar o seu conteúdo para fora da célula. Na literatura, descreveram-se dois tipos muito diferentes de organelos com o nome de ejetossomas, que aparecem em duas classes de organismos não relacionados:

As algas criptomonas têm duas classes de ejetossomas, que são tipos de extrussomas. Alguns patógenos intracelulares, como a bactéria Mycobacterium tuberculosis, escapam das suas células hospedeiras utilizando uma estrutura baseada na actina, que também recebe o nome de ejetossoma. Os ejetossomas de criptomonas (criptófitas) contêm duas estruturas parecidas com fitas conectadas em espiral que se mantêm sob tensão. Se as células forem irritadas por stresse mecânico, químico ou luminoso, descarregam-nos, propulsionando a célula em zigue-zague para longe da perturbação. Existem grandes ejetossomas, visíveis ao microscópio óptico, que estão associados à bolsa ou invaginação característica destas células; outros mais pequenos aparecem por toda a célula.

As micobactérias são expulsas das células hospedeiras pela acção de um ejetossoma baseado na actina. Este mecanismo de escape requer um regulador do citoesqueleto do hospedeiro e um sistema de secreção ESX-1 micobacteriano intacto. Os ejetossomas aparentemente exercem força contráctil, formando um septo muito ajustado em redor da bactéria. A ejecção da bactéria para fora da célula ocorre sem que se produza a lise celular do hospedeiro.

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