The Green Death é o quinto e último serial da 10.ª temporada clássica da série de ficção científica britânica Doctor Who. Escrito por Robert Sloman e Barry Letts e dirigido por Michael E. Briant, foi transmitido pela primeira vez em seis partes semanais na BBC1 entre 19 de maio a 23 de junho de 1973.
Na história, o alienígena viajante do tempo conhecido como o Terceiro Doutor (Jon Pertwee), sua acompanhante Jo Grant (Katy Manning) e a organização UNIT investigam uma mina no sul do País de Gales onde resíduos de uma refinaria de petróleo mataram mineiros e fizeram com que larvas crescessem a tamanhos gigantescos. Este serial marca a última aparição regular de Manning como Jo.
Enredo
O Terceiro Doutor tem uma breve desventura depois de finalmente chegar a Metebelis 3, recuperando um de seus cristais psíquicos azuis. Quando retorna, ele, Jo e o Brigadeiro Lethbridge-Stewart investigam a morte misteriosa de um mineiro na mina de carvão abandonada de Llanfairfach, no sul do País de Gales. O mineiro foi encontrado morto e brilhando intensamente em verde. Ao chegar, o Brigadeiro se reúne com Stevens, da fábrica próxima da Global Chemicals. Enquanto isso, Jo desce pelo poço da mina com um mineiro chamado Bert para ajudar outro homem, Dai Evans, que pediu socorro no fundo da mina. Eles encontram Dai, que está ficando intensamente verde e morrendo. Bert se lembra de que existe um poço de emergência para fora da mina, e ele e Jo partem. O Doutor desce atrás deles e encontra Dai morto.
Mais profundamente na mina, Jo e Bert encontram um vasto lago de lodo verde-brilhante, cheio de enormes criaturas semelhantes a larvas. O Doutor recolhe um enorme ovo para levar de volta e realizar experimentos. No topo do poço natural, eles encontram um grande cano, com o interior coberto por vestígios de resíduos de petróleo bruto — o que significa que o cano leva à fábrica da Global Chemicals. Bert é infectado pelo lodo e morre naquela noite. O ovo choca e se transforma em uma larva gigante, que escapa da casa para a escuridão. Na manhã seguinte, o Doutor vai à Global Chemicals para descobrir quem está no comando. No andar superior do complexo, ele descobre o BOSS, um supercomputador com sua própria personalidade megalomaníaca. Ele administra a empresa, controla funcionários-chave, incluindo Stevens, e é responsável pelo processo químico poluente.
O cientista ambiental local, Professor Clifford Jones, descobre uma cura para a infecção da "morte verde" na forma de um fungo local, mas é infectado por ela antes de poder compartilhar seu conhecimento. O Doutor descobre a cura no laboratório de Jones. O Doutor e Benton dirigem pelos montes de escória, espalhando o fungo, que se mostra mortal para as larvas. O Doutor retorna à Global Chemicals para confrontar o BOSS e o computador planeja se conectar a outros e efetuar uma tomada de controle corporativo da raça humana. O Doutor quebra o estado hipnótico de Stevens usando o cristal azul, e Stevens, enfurecido com o que o BOSS fez com ele, cruza a alimentação dos circuitos do gerador, fazendo com que toda a fábrica exploda, matando Stevens e destruindo o computador insano.
Jo e Jones anunciam que vão se casar. O Doutor dá sua bênção e lhe entrega o cristal azul, mas, como isso significa o fim das viagens de Jo com o Doutor, ele se afasta silenciosamente enquanto a festa está a todo vapor.
Produção
Nas filmagens das larvas ao redor do local da pedreira, vários dos adereços eram balões de festa inflados (alguns com ar, outros com água). A mina de carvão usada para as filmagens foi a Ogilvie Colliery, perto de Deri, em Caerphilly, enquanto a Global Chemicals foi a fábrica da RCA International em Brynmawr. O roteiro exigia que o Doutor afirmasse que as larvas tinham "pele quitinosa espessa." Jon Pertwee perguntou ao produtor Barry Letts como pronunciar a palavra quitinosa (chitinous), e Letts, sem conhecer o termo, disse para ele pronunciar a primeira sílaba como "chit", em vez da forma mais correta "kite". Dois dias após o Episódio 4 ir ao ar, Letts recebeu uma carta que consistia simplesmente nas palavras: "O motivo de eu estar escrevinhando/É como se diz kitin."
O primeiro-ministro é tratado como "Jeremy", o que foi uma piada de produção em referência ao então líder do Partido Liberal, Jeremy Thorpe.
Em 2004, Barry Letts disse que não estava satisfeito com o efeito de sobreposição por separação de cores usado nas cenas da caverna nesta história.
Transmissão e recepção
Uma versão condensada da história foi exibido na BBC1 às 16:00 em 27 de dezembro de 1973, alcançando uma audiência maior do que a dos episódios originais, com 10,4 milhões de telespectadores. Uma reprise de todos os seis episódios foi exibida na BBC2 de 2 de janeiro a 6 de fevereiro de 1994, com audiências de 1,3, 1,1, 0,8, 1,1, 1,3 e 1,3 milhões de telespectadores, respectivamente. A BBC Four exibiu a história em três episódios duplos às 19:10 nos dias 3 a 5 de abril de 2006.
Paul Cornell, Martin Day e Keith Topping deram ao serial uma avaliação favorável em The Discontinuity Guide (1995), embora tenham observado que ele "patroniza os galeses". Em The Television Companion (1998), David J. Howe e Stephen James Walker acharam que a história era "bem construída", embora tenham dito que o roteiro recorre a estereótipos com os hippies e os galeses. Embora tenham notado que a história "sofre de uma dependência excessiva de CSO" e que a atuação dos funcionários da Global Chemicals não impressionou, eles elogiaram as larvas e a despedida de Jo. Em 2010, Mark Braxton, da Radio Times, concedeu cinco estrelas de cinco. Ele descreveu The Green Death como "divertido, assustador, comovente e importante". Ele também considerou o CSO "lamentável", mas as larvas um sucesso, além de elogiar as mensagens morais e culturais.
Em 2012, a SFX nomeou a despedida de Jo como a quarta maior despedida de um acompanhante, observando como foi a primeira vez que o Doutor ficou "verdadeiramente abalado" desde que deixou Susan. Em 2009, eles listaram a cena em que uma larva gigante se aproxima de Jo como o oitavo momento mais assustador de Doctor Who. A revista também listou a cena em que o Doutor se veste de drag como um dos momentos mais tolos da história da série em um artigo de 2010. Em 2013, Ben Lawrence, do The Daily Telegraph, nomeou The Green Death como uma das dez melhores histórias de Doctor Who ambientadas na era contemporânea. No livro Doctor Who: The Episode Guide, Mark Campbell deu nota dez de dez, descrevendo-a como "uma das melhores histórias da UNIT, oferecendo as larvas aterrorizantes, um horrível lodo verde e alguns cliffhangers muito assustadores. Há também um desenvolvimento real de personagens e uma tentativa de abordar temas adultos de forma adulta." Ele também considerou a despedida de Jo "um dos momentos mais tristes da série".
Lançamentos comerciais Em formato impresso
Uma romantização deste serial, escrita por Malcolm Hulke, foi publicada pela Target Books em agosto de 1975. A empresa Global Chemicals teve que ser alterada para Panorama Chemicals porque descobriu-se que existia uma Global Chemicals real. Hulke conta a história de vários pontos de vista, incluindo o possuído Stevens, o psicótico Hinks e até mesmo uma larva faminta. Uma leitura integral do romance por Katy Manning foi lançada em CD em setembro de 2008 pela BBC Audiobooks.
Mídia doméstica
A história foi lançada em VHS em outubro de 1996, em um conjunto de duas fitas. Na contracapa, a BBC Video apresentou o lançamento do serial como uma homenagem a Jon Pertwee, que havia morrido alguns meses antes, em maio de 1996. Também foi lançado em DVD no Reino Unido em 10 de maio de 2004.
The Green Death foi lançado ainda em Blu-ray como parte da coleção "The Collection - Season 10" em julho de 2019, apresentando extras das duas edições em DVD, além de conteúdo inédito criado especialmente para este lançamento.
Ver também "Arachnids in the UK"
Ligações externas
The Green Death disponível no Screenonline do BFI
Categoria:Histórias do Terceiro Doutor Categoria:Episódios de 1973 Categoria:Londres em ficção Categoria:Século XX na ficção