O Partido de Ação Nacionalista (PAN) ou simplesmente Ação Nacionalista (AN) foi um partido político brasileiro de caráter integralista com pouca expressão partidária, criado entre o fim do Regime Militar e o início da Nova República.
Fundação e ideologia O Partido de Ação Nacionalista foi um partido de caráter nacionalista e integralista criado por volta de 1983 em São Paulo, como "associação civil de resistência ideológica" sob o nome de "Ação Nacionalista" e atuante durante 1985 e 1986, na Nova República. O partido contava com a participação de veteranos da Ação Integralista Brasileira (AIB), do Partido de Representação Popular (PRP) e da Confederação dos Centros Culturais da Juventude (CCCJ) notavelmente o integralista ex-CCCJ e editor dono da Edições G.R.D, Gumercindo Rocha Dorea, que atuou como secretário nacional durante a breve existência do partido. Como presidente, contava o partido com a presença de Rômulo Augusto Romero Fontes, antigo membro do Partido Operário Revolucionário Trotskista (POR-T), um ex-comunista arrependido que foi perseguido durante o regime militar. Apesar disso, a esposa viúva de Plínio Salgado, Carmela Patti Salgado, e outros membros da Casa de Plínio Salgado (CPS) eram opostos à criação de um partido integralista, alegando que "não precisamos de partidos políticos, porque temos amigos em todos eles". Em resposta, o secretário-geral Antônio Meireles afirmou serem os membros da CPS muito "contemplativos", tentando cooptar os integralistas ao seu partido.
O partido reivindicava diretamente a doutrina filosófica sistematizada por Plínio Salgado e fazia propaganda da Democracia Orgânica, um tipo de democracia organizada através de classes profissionais, baseada na Doutrina Social da Igreja, opondo-se tanto ao capitalismo quanto ao comunismo. Apoiava o presidente americano Reagan "em seu combate contra o monstro comunista" e criticava o presidente Sarney por receber membros do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) em seu gabinete. O secretário-geral, Antônio Carlos Meirelles, declarava ter 11 mil filiados arregimentados em 18 dos 27 Estados da federação e muitos simpatizantes. Rômulo pretendia levar representantes de cada um de seus núcleos estaduais para a Assembleia Constituinte, o que não ocorreu. Contou com publicação própria, "Ação Nacional", com uma tiragem de 30 mil exemplares, dentre os quais 12 mil de assinantes.
O partido posteriormente se fundiu com o Partido Municipalista Comunitário (PMC), em 31 de janeiro de 1986. O PMC, por sua vez, foi dissoluto em 1989, marcando o fim de ambos os partidos.
Ver também
Partido de Representação Popular Neointegralismo
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