Os zuavos eram soldados de Infantaria da Argélia e de outros territórios árabes, ao serviço do Exército Francês, nos séculos XIX e XX. O Exército Francês ainda mantém unidades, designadas honorificamente, de "zuavos".
Zuaves foram unidades de tropas coloniais sob o comando francês, ativas especialmente durante o século XIX, compostas principalmente de argelinos e outros árabes do Norte de África.
Zuavos no Brasil
miniaturadaimagem|esquerda|Decreto da criação dos Voluntário da Pátria de 1865
Durante o período monárquico brasileiro, companhias de voluntários negros apelidados de "Zuavos baianos" foram organizadas na Bahia, tendo combatido na Guerra do Paraguai.Kraay, Hendrick "Os companheiros de Dom Obá: Os zuavos baianos e outras companhias negras na Guerra do Paraguai" Bilíngue - e SciELO 2012 Afro-Ásia no.46, ISSN 0002-0591 Visualização online Sousa, Jorge Prata de. "Escravidão ou morte: os escravos brasileiros na Guerra do Paraguai" MAUAD C&P Ed. Ltda, 1996 ISBN 9595856225Kraay, Hendrick "I Die with My Country: Perspectives on the Paraguayan War, 1864-1870" University of Nebraska, 2004 ISBN 0803227620 Chapter 4 "Patriotic Mobilization in Brazil; The Zuavos and Other Black Companies"
Nas duas últimas guerras externas enfrentadas pelo Brasil durante o reinado de Pedro II, a do Uruguai e a do Paraguai. O governo decretou a criação de Corpos de Voluntários da Pátria e a libertação de escravos do Estado para combater nas guerras contra Aguirre e Solano.
Os presidentes das província da Bahia, Luís Antônio Barbosa de Almeida, e de Pernambuco, Antônio Borges Leal Castelo Branco, promoveram a criação de companhias de zuavos, por inspiração dos congeneres franceses, mas formados exclusivamente por homens negros, livres ou libertos, e que foram adidos aos Corpos de Voluntários da Pátria.
Como meio de angariar o apoio da população negra, invocaram a figura de Henrique Dias que lutou na libertação do nordeste do Brasil contra a ocupação holandesa. upright|thumb|Henrique Dias.
A província da Bahia chegou formar 11 companhias:
1ª Companhia de Zuavos, sob o comando do tenente Quirino Antonio do Espirito Santo com 71 praças. 2ª Companhia de Zuavos, sob o comando do tenente Marcolino José Dias com 85 praças. 3ª Companhia de Zuavos, sob o comando do tenente João Francisco Barbosa com 48 praças. 4ª Companhia de Zuavos, sob o comando do tenente André Fernandes Galiza com 56 praças. 5ª Companhia de Zuavos, sob o comando do capitão Militão de Jesus Pires com 96 praças. 6ª Companhia de Zuavos, sob o comando do tenente Francisco Higino Carneiro com 56 praças. 7ª Companhia de Zuavos, sob o comando do tenente Balbino Nunes Pereira com 12 praças. 8ª Companhia de Zuavos, sob o comando do alferes Nicolau Beraldo Ribeiro de Navarro com 76 praças. 9ª Companhia de Zuavos, sob o comando do alferes Manoel do Nascimento e Almeida com 56 praças. 10ª Companhia de Zuavos, sob o comando do alferes Eugênio José Moniz com 54 praças. 11ª Companhia de Zuavos, sob o comando do alferes Nicolau da Silveira com 29 praças.
Zuavos da Morte Zuavos da Morte (pl: żuawi śmierci) uma unidade de revoltosos (Revolta de Janeiro) organizada por François Rochebrune em 1863.
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