Soneto 103 é um soneto da série de 154 sonetos de Shakespeare. Ele encerra uma série menor, da qual fazem parte os sonetos 100, 101 e 102, nos quais o poeta fala sobre seu silêncio.
Análise Como os demais sonetos de William Shakespeare, este foi todo construído no ritmo de pentâmetro iâmbico, no formato de soneto inglês, com 3 quartetos e um dístico, e rima em ABAB CDCD EFEF GG.
Sinopse O soneto pertence à série de poemas "A Bela Juventude", na qual o narrador do poeta , geralmente considerado o próprio Shakespeare, descreve e fala com um jovem. Este jovem é conhecido como "A Bela Juventude" e nunca foi identificado além dos detalhes fornecidos por Shakespeare.
O soneto explora a frustração do poeta de que seus versos não fazem justiça à amada, que é ainda mais bela do que a descrição do poeta poderia oferecer. O poeta lamenta que a poesia não consegue capturar a verdadeira beleza da pessoa amada, pois ele se sente envergonhado, pois suas palavras são inadequadas comparadas à perfeição que o amante pode ver em seu próprio reflexo.
Nele foi estabelecido o pensamento de que o elogio poético e o embelezamento não podem adicionar nada à verdade e beleza perfeitas. Eles devem ser considerados como prejudiciais. O pensamento aqui apresentado é essencialmente o mesmo. E os versos finais fornecem uma desculpa para o silêncio anterior do poeta.
Traduções
Tradução de Milton Lins O tradutor apresentou o soneto em dodecassílabo, quase todo em hexâmetro iâmbico, excetuando os versos 1 e 7, quando assim não apresentou, mas mantendo o verso alexandrino. O esquema rímico segue o do autor, como um soneto inglês: ABAB CDCD EFEF GG.
Tradução de Paulo Camelo O ritmo de pentâmetro iâmbico usado pelo poeta inglês foi mantido na tradução, acrescentando-lhe o ritmo holístico. O esquema rímico ABAB CDCD EFEF GG, característico do soneto inglês, também foi utilizado.
Tradução de José Arantes Junior Como nos outros sonetos traduzidos nessa obra, o tradutor não seguiu o poeta no ritmo nem na métrica, apresentando-o com um aspecto plástico, com 36 caracteres em cada verso, que lhe mostram a forma, quando utilizada uma fonte monoespaçada. No mais, seguiu o esquema rímico do autor no soneto: ABAB CDCD EFEF GG, e lhe acrescentou um título.
Tradução de Thereza Christina Motta Como nas suas outras traduções, ela procurou fazer uma tradução mais literal, mantendo os 14 versos do original, mas sem se ater a ritmo, métrica ou rima.
Categoria:Sonetos de William Shakespeare