Eufrosina Amélia de Miranda (Rio das Contas, 23 de julho de 1880 — ) foi uma professora e poetisa brasileira.LOPES, Gabriella, A. d. S.S; SILVA, d. O. S. “Heroínas bahianas”: personagens femininas nas comemorações do centenário da independência da Bahia. Encontro Anpuh. Consultado em 06 de outubro de 2025 Atualmente dá nome à Escola Municipal Professora Eufrosina Miranda, localizada em Salvador. http://educacao3.salvador.ba.gov.br/escolas/emeufrosina/. Consultado em 09 de outubro de 2025

Vida Filha de Alípio e Amélia Severiano de Miranda, tinha duas irmãs mais novas — Áurea e Eulina —, também escritoras. Logo depois do nascimento de Eufrosina em 1880, a família se muda de Rio das Contas para Feira de Santana, onde fundam um colégio particular. Eufrosina estuda nessa escola com as duas irmãs.Alvez, Ivia (2004). «Eufrosina Miranda». In: Muzart, Zahidé Lupinacci. Escritoras brasileiras do século XIX: antologia. II. Florianópolis: Editora Mulheres. pp. 970–994

Eufrosina estudou, entre 1886 e 1890, no Instituto Central de Educação Isaías Alves, antigo Instituto Normal da Bahia, onde veio a lecionar depois. Teve forte apoio dos pais para seguir uma carreira profissional.

Miranda, assim como as suas irmãs, não se casou e nem teve filhos.

Obra Eufrosina publica seu primeiro e único livro em 1909, quando tinha 29 anos, com o título de Eflúvios. A obra é composta de 57 poemas, alguns já publicados em periódicos e outros inéditos. Sobre esse livro, existem informações discrepantes em relação a alguns elementos de sua composição. Encontramos que a primeira edição teria a Apresentação escrita por Bento Murilla, e que a segunda edição teria saído dois anos depois, com mais catorze poemas e resenhas críticas. Por outro lado, também é dito que Eufrosina, na Introdução escrita em forma de carta, pede o reconhecimento da sua obra à Bento Murilla, que tem sua resposta inserida na Introdução do segundo volume.ALVES, I. I. D.. As escritoras baianas do final do século XIX. In: Farias, José Niraldo; Maluf, Sheila. (Org.). Literatura, Cultura, Sociedade. Maceió: EdUFAL/PPGLL, 2001, v. , p. 163-184. Consultado em 06 de outubro de 2025

A escritora contribuiu em diversos periódicos que circulavam na época, como A Paladina do Lar, Revista do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, Revista do Brasil e Bahia Ilustrada. Com uma produção quase exclusivamente poética, mas com algumas coisas escrita em prosa, seus sonetos destacavam temas como pátria, família, religião e infância, que se relacionavam com a profissão de professora de Eufrosina.

Inserção no campo cultural

Bem relacionada com outros intelectuais, Miranda chega a formar, em 1910, a Academia Bahiana de Letras, mas que logo se desfaz. Os integrantes do projeto eram Alonso Costa, Altamirando Requião, Luís de Sales, Deraldo Neville, Sílio Boccanera (neto) e Anísio Melhor. Juntos, eram sócios do Ateneu Muniz Barreto, que pretendia ser transformado em Academia.

Foi, também, sócia do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia desde 1911.

Lista de obras

Poemas publicados em revistas A imprensa. A Paladina do Lar, Salvador, n. 2, julho de 1911. Fé. A Paladina do Lar, Salvador, n. 8, agosto de 1911. Datas luminosas. A Paladina do Lar, Salvador, n. 9, setembro de 1911. Ave Maria! A Paladina do Lar, Salvador, n. 10, outubro de 1811. A imprensa. Revista do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, Salvador, n. 37.

Prosas poéticas publicadas em revistas Revista do Brasil, Salvador, 19 de maio de 1909. Revista do Brasil, Salvador, 10 de junho de 1909. Revista do Brasil, Salvador, 13 de julho de 1909. Revista do Brasil, Salvador, 20 de agosto de 1909. Revista do Brasil, Salvador, 30 de setembro de 1909. Revista do Brasil, Salvador, 31 de outubro de 1909. Revista do Brasil, Salvador, 15 de novembro de 1909. Revista do Brasil, Salvador, 15 de janeiro de 1910. Revista do Brasil, Salvador, 15 de março de 1910.

Livros Eflúvios: primeiros poemas. Salvador: Typographia Bahiana, 1909. Segunda edição de 1911.

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