miniaturadaimagem|Leila Pugnaloni diante de sua obra, "Série Monocromia, 2019-2023" Leila Maria de Abreu Pugnaloni (Rio de Janeiro, década de 1950) é uma artista plástica brasileira radicada em Curitiba. Sua obra transita entre o desenho, a pintura e a pesquisa poética do espaço, da forma e do gesto. Participou de diversas exposições no Brasil e no exterior, com obras em acervos como o do Museu Oscar Niemeyer (MON) e do Museu de Arte do Rio (MAR).

Formação e início de carreira Leila iniciou sua formação artística no Museu Alfredo Andersen, em Curitiba, nos anos 1970, onde estudou desenho e história da arte. Posteriormente, cursou a Escola de Música e Belas Artes do Paraná e a Escola de Artes Visuais do Parque Lage, no Rio de Janeiro. Em 1982, transferiu-se para Nova York, onde estudou gravura em metal com Roberto Delamonica e desenho da figura humana com Marshall Glasier no Art Students League. Entre os anos 1980 e 1990, frequentou a Casa da Gravura, em Curitiba, participou de cursos e oficinas com nomes como Jörg Desch, Sônia Salzstein e César Ochoa, aproximando sua pesquisa dos campos do neoconcretismo e da arte conceitual.

Obra e estilo Sua produção combina elementos do minimalismo, da abstração lírica e da tradição construtiva brasileira. Seus desenhos e pinturas exploram a síntese da linha, a fragmentação do corpo e a espacialidade do suporte.

A série Alphavelas, exibida em 1988 na Casa de Cultura Laura Alvim, no Rio de Janeiro, com texto de Paulo Leminski, tornou-se um marco de sua carreira. Nos anos seguintes, passou a trabalhar com estruturas modulares pictóricas, que tensionam os limites entre superfície e tridimensionalidade, conforme apontado pelo curador Paulo Herkenhoff.

Críticos como Nilza Procopiak, Paulo Herkenhoff e Fernando Bini destacam sua coerência formal, domínio técnico e construção de um repertório visual pessoal. Sua obra se caracteriza pela sincronicidade, uso do espaço negativo, caligrafias visuais e pelo gesto como expressão poética.

Na década de 1990, Pugnaloni passou a desenvolver módulos pictóricos e estruturas volumétricas que tensionam o limite entre pintura e objeto, explorando a espacialidade e o suporte como parte do trabalho, como apontado pelo curador Paulo Herkenhoff. Sua abordagem construtiva e sensível aproxima-se de tendências como o neoconcretismo e o expressionismo lírico, com referências a artistas como Hélio Oiticica, Barnett Newman e Ione Saldanha.

Estilo e contribuições A obra de Leila Pugnaloni é descrita por críticos como uma “poesia visual”, na qual a linha, o vazio e a espacialidade funcionam como agentes estruturais e simbólicos. Seus desenhos são marcados pela síntese gráfica e pelo domínio do gesto, mantendo coerência formal ao longo das décadas, como destacado por Nilza Procopiak em análise crítica de sua produção.

Em sua pintura, a artista transita entre a abstração lírica e a construção geométrica, criando paisagens mentais, corpos sintetizados e atmosferas luminosas. Sua pesquisa integra o racional e o sensível, a estrutura e a intuição, o que lhe garante um lugar de destaque na arte contemporânea brasileira.

Atuação pedagógica e projetos paralelos Entre 1996 e 2000, fundou e coordenou a “Escola de Arte Leila Pugnaloni”, espaço voltado à sensibilização artística por meio do corpo, da dança e do desenho com modelo vivo, metodologia que influenciou diretamente sua própria prática pictórica.

A artista também colaborou com poetas como Alice Ruiz no álbum “R imagens” e com Paulo Leminski, com quem estabeleceu diálogo estético e intelectual. Recentemente, lançou a coleção “Raízes do Paraná”, composta por desenhos aplicados a produtos, reforçando sua conexão com o território e o simbolismo da Araucária.

Exposições Leila Pugnaloni realizou diversas exposições individuais em instituições como a Casa de Cultura Laura Alvim (RJ), Museu Alfredo Andersen (PR), Galeria Ybakatu (PR), Galeria Colecionador Contemporâneo (RJ), Instituto de Pesquisa e Memória Pretos Novos (RJ), Galeria Arq/Art (PR) e o Museu Oscar Niemeyer (MON), onde apresentou em 2023 a mostra retrospectiva “TELA”, com curadoria de Marco Antonio Teobaldo.

Também integrou coletivas importantes, como a Bienal Internacional de Curitiba, a III Bienal do Mercosul, exposições no Museu de Arte Contemporânea do Paraná, no MARGS, no MASP, e em mostras internacionais como na Ava Galleria (Helsinque).

Leila realizou exposições individuais em diversas instituições, entre as quais:

•⁠ ⁠Alphavelas (1988), Casa de Cultura Laura Alvim, Rio de Janeiro

•⁠ ⁠Planta (2003), Ybakatu Espaço de Arte, Curitiba

•⁠ ⁠Luz-a-azul (2013), Galeria Anexo, Rio de Janeiro

•⁠ ⁠Tela (2023), Museu Oscar Niemeyer, Curitiba

Participou de mais de quarenta exposições coletivas, incluindo:

•⁠ ⁠Bienal Internacional de Curitiba

•⁠ ⁠III Bienal do Mercosul

•⁠ ⁠Mostras no Museu de Arte Contemporânea do Paraná, MASP, MARGS

•⁠ ⁠Exposições internacionais na Finlândia, EUA e Paraguai

Contribuições literárias Leila Pugnaloni contribuiu para diversas publicações, incluindo:

•⁠ ⁠Leila Pugnaloni: O Passeio do Olhar, com texto de Fernando Bini (2003)

•⁠ ⁠Traços de Luz: Os Caminhos da Arte de Leila Pugnaloni, de Ana Barrios e Manoel Carlos Karam (2007)

•⁠ ⁠Desenhos Leila Pugnaloni (2007)

Prêmios e reconhecimentos Ao longo de sua carreira, Leila Pugnaloni recebeu diversos prêmios e homenagens, destacando-se:

•⁠ ⁠Nomeação como membro titular do Conselho Estadual de Cultura do Estado do Paraná

•⁠ ⁠Lançamento do vídeo Leila Pugnaloni, Tom, Luz e Cor, produzido pela Fundação Cultural de Curitiba com direção de Cido Marques (1995)

Ligações externas •⁠ ⁠Enciclopédia Itaú Cultural •⁠ ⁠Instagram oficial •⁠ ⁠Museu Oscar Niemeyer •⁠ ⁠Museu de Arte do Rio

Referências