Kristin Denise Smart (20 de fevereiro de 1977 - desapareceu a 25 de maio de 1996; declarada legalmente morta a 25 de maio de 2002) era uma mulher estadunidense de 19 anos que foi assassinada por Paul Flores no fim do seu primeiro ano no campus da Universidade Politécnica Estadual da Califórnia San Luis Obispo (Cal Poly).
Na noite de sexta-feira, 24 de maio de 1996, Smart foi a uma festa de um aluno da Cal Poly fora do campus. Aproximadamente às 2 da manhã, ela foi encontrada desmaiada no jardim de um vizinho, e dois estudantes ajudaram-na a andar até ao seu dormitório. Um terceiro estudante Paul Flores juntou-se ao grupo, e devido à proximidade do seu dormitório com o de Smart, ele disse aos outros dois estudantes que levaria Kristin para casa. Smart nunca mais foi vista, e procuras conduzidas desde o seu desaparecimento não a localizaram, ou os seus restos.
O desaparecimento de Smart resultou em legislação estadual, incluindo o Ato de Segurança de Campus Kristin Smart, um projeto-lei que requer que todas as faculdades públicas e instituições educacionais publicamente financiadas na Califórnia tenham os seus serviços de segurança a fazer acordos com os departamentos policiais locais sobre reportar casos envolvendo ou possivelmente envolvendo violência contra estudantes, incluindo estudantes desaparecidos. O projeto-lei foi passado de forma unânime pela Legislatura Estatal da Califórnia e foi assinado como lei pelo Governador Pete Wilson.
A 13 de abril de 2021, Paul Flores e o seu pai, Ruben Flores, foram presos e levados para custódia sob a suspeita do desaparecimento de Smart. As suas casas foram procuradas, e os investigadores encontraram numerosos "itens de interesse" na casa de Paul. O seu julgamento começou em julho de 2022. A 18 de outubro, Paul Flores foi considerado culpado do assassinato de Kristin Smart, e Ruben Flores foi absolvido de 'acessório depois do facto'. A 10 de março de 2023, Paul foi sentenciado a 25 anos a pena perpétua na prisão. O julgamento ocorreu no Tribunal Superior do Condado de Monterey, em Salinas, Califórnia.
Antecedentes Kristin Denise Smart nasceu a 20 de fevereiro de 1977, em Augsburgo, Baviera, Alemanha Ocidental, filha de Stan e Denise Smart, ambos professores de crianças filhas de militares estadunidenses. Ela teve um irmão e uma irmã. Quando criança, Smart mudou-se com a sua família para Stockton, Califórnia. Ela frequentou e graduou-se na Secundária Lincoln em 1995. Antes do seu desaparecimento, ela trabalhou como salva-vidas e monitora de campo no Campo Mokuleia no Havaí.
Desaparecimento Smart entrou na Universidade Politécnica Estadual da Califórnia (Cal Poly) em San Luis Obispo, Califórnia, em 1995. Na noite de 24 de maio de 1996, que caiu no fim de semana do Memorial Day, ela foi a uma festa de aniversário onde ela não conhecia ninguém numa casa de fraternidade. Ela andou para e foi à festa sozinha pois uma amiga tinha decidido voltar para o dormitório mais cedo nessa noite.
Aproximadamente às 2 da manhã, no sábado, 25 de maio de 1996, Smart foi encontrada desmaiada no jardim de um vizinho por dois estudantes, Cheryl Anderson e Tim Davis, que tinham saído da festa. Eles ajudaram Smart a levantar-se e decidiram levar-la para o dormitório. Outro estudante da festa, Paul Flores, juntou-se ao grupo e ofereceu ajudar a levar Smart para o seu quarto. miniaturadaimagem| Entrada de um dos dormitórios "tijolo vermelho" da Cal Poly. David despediu-se do grupo primeiro pois vivia fora do campus e tinha conduzido até à festa. Anderson foi a segunda a despedir-se do grupo, indo para as residências Sierra Madre, depois de Flores, que vivia perto do dormitório de Smart, assegurar Anderson que a podia levar. Flores disse à polícia que levou Smart até ao seu dormitório, Santa Lucia, e depois deixou-a ir até ao seu dormitório de tijolo vermelho, Muir Hall, sozinha. Este testemunho de Flores foi o último avistamento conhecido de Smart. Smart não tinha dinheiro ou cartão de crédito na sua posse quando desapareceu.
Investigação oficial O Departamento da Polícia da Universidade originalmente suspeito que Smart tinha ido numa férias não anunciadas e escolheu atrasar relatar o seu desaparecimento às autoridades locais. Ela só foi reportada como desaparecida depois de uma semana, apesar da sua família ligar à polícia mais cedo.
Vários voluntários procuraram por Smart. Alguns de cavalo enquanto outros usaram radares de penetração no solo.
Durante a investigação do assassinato de Laci Peterson, existiram rumores sem fundação na mídia que o marido de Laci, Scott Peterson, tinha algo a ver com o desaparecimento de Smart devido à sua presença simultânea no campus de Cal Poly. Houve um inquérito inicial sobre se Peterson estava ligado ao desaparecimento, com Peterson negando qualquer envolvimento, e ele foi eventualmente desconsiderado como suspeito pela polícia.
Embora o seu corpo nunca tenha sido descoberto, um brinco podia pertencer a Smart foi encontrado por uma inquilina na antiga residência da mãe de Paul. Este brinco não foi marcado como prova, e foi depois perdido pela polícia. Entre 1996 e 2007, várias procuras dos seus restos e outras evidências foram conduzidas, algumas usando cães farejadores treinados para detetar o odor de restos humanos, incluindo procuras de propriedades pertencentes à família Flores. Nenhum indício útil foi encontrado por quase duas décadas.
A 6 de setembro de 2016, oficiais do Gabinete do Xerife do Condado de San Luis Obispo anunciaram que estavam a investigar uma nova pista no caso. Cães farejadores do FBI foram trazidos e os investigadores estavam a preparar passar aproximadamente quatro dias a escavar uma área no campus de Cal Poly. Depois de três dias, itens foram encontrados em todos os três locais de escavação localizados na mesma colina perto do dormitório de Smart. Um porta-voz do gabinete do xerife disse "Os itens estão a ser analisador para ver se estão conectados com o caso, o que pode levar dias, semanas, ou meses". Os itens descobertos ainda estão a ser investigados.
A 20 de abril de 2021, os procurados anunciaram que o radar de penetração no solo e cães farejadores encontraram evidências biológicas indicando que o corpo de Smart esteve enterrado em baixo do deck da casa de Ruben Flores, e tinha sido subsequentemente exumado e escondido.
Procedimentos legais Smart foi declarada legalmente morta a 25 de maio de 2002, no sexto aniversário do seu desaparecimento. Em 2005, os seus pais, Denise e Stan Smart, apresentaram um caso civil de homicídio culposo contra Flores. A família Smart foi representada por James R. Murphy, numa base pro-bono. O caso foi abandonado devido a falta de provas depois de Flores invocar a Quinta Emenda. Em 2006 e 2007, a família Flores apresentou um processo contra a família Smart por angústia emocional, mas o caso nunca resultou num julgamento.
O Gabinete do Xerife do Condado de San Luis Obispo reviu o caso regularmente, e passou milhares de horas e dólares durante o período 2011-2016. O FBI tinha-a como investigação de pessoa desaparecido de alta prioridade, com uma recompensa de $75,000 por informação levando à sua descoberta ou resolução do caso. Terry Black, que vivia na área Delta de Sacramento-San Joaquin, ofereceu uma recompensa de $100,000 pelo corpo de Smart.
Publicidade A começar a 30 de setembro de 2019, o podcaster independente Chris Lambert lançou uma série de episódios de podcast sobre o caso. O podcast foi baixado mais de trinta milhões de vezes. Interesse público renovado levou a um novo cartaz ser colocado em Arroyo Grande em janeiro de 2020 para substituir o antigo, que estava no local desde 1997, levando também à descoberta de novas testemunhas.
A 18 de janeiro de 2020, o Stockton Record relatou que o FBI tinha informado a família Smart que notícias adicionais sobre o seu desaparecimento iria sair e que a família "poderia querer afastar-se por algum tempo" mas não fornecer qualquer informação específica. No entanto, a 22 de janeiro de 2020, o The Record emitiu uma correção: o FBI não contactou a família Smart; na verdade, um agente reformado do FBI que tinha estado em contacto com a família por anos foi a fonte do conselho. A 29 de janeiro de 2020, o departamento da polícia de San Luis Obispo confirmou que dois camiões de Flores foram obtidos como provas. A 5 de fevereiro de 2020, mandados de busca foram servidos para "itens específicos de evidências" em quatro locais diferentes - dois em San Luis Obispo, um no estado de Washington, e um numa casa no Condado de Los Angeles. Flores foi detido brevemente durante a procura.
Droga de estupro A 22 de abril de 2020, o Los Angeles Times relatou que um mandado de busca foi servido na casa de Paul Flores em San Pedro, Califórnia. O Departamento do Xerife do Condado de Los Angeles ajudou os detetives do Departamento do Xerife do Condado de San Luis Obispo na busca. Foi relatado que numerosos "itens de interesse" foram encontrados sucesso durante a busca. Entre os itens encontrados na busca estavam drogas date rape e vídeos caseiros mostrando Flores em atos de sodomização e estupro de mulheres.
A 11 de fevereiro de 2021, KSBYI relatou que Paul Flores tinha sido preso pelo Departamento da Polícia de Los Angeles em Rancho Palos Verdes, Califórnia, sob suspeita de ser um criminoso em posse de uma arma de fogo, que é um crime grave. A 15 de março de 2021, um mandado de busca foi emitido para vasculhar a casa de Ruben Flores, incluindo o uso de cães farejadores e radar de penetração no solo. Um Volkswagen Cabriolet de 1985 foi rebocado da casa de Ruben Flores depois dos cães investigarem o veículo.
Detenção A 13 de abril de 2021, Paul Flores e o seu pai, Ruben Flores, foram detidos pelo Departamento do Xerife do Condado de San Luis Obispo em relação ao caso. Paul Flores foi acusado de homicídio; Ruben Flores foi acusado de ser um acessório. Investigações mais tarde concluíram que Paul Flores tentou estuprar Smart, embora Dan Dow, o Procurador Público do Condado de San Luis Obispo, tenha afirmado que o estatuto de limitações expirou na acusação de agressão sexual, mas homicídio cometido no curso do estupro ou tentativa de estupro justificava as acusações de homicídio em primeiro grau. Em setembro, um juíz determinou que existiam provas suficientes de culpa para o caso proceder para julgamento.
O julgamento estava planeado para começar a 25 de abril de 2022, mas foi adiado, pois uma moção de mudança de local pela defesa foi permitida a 30 de março. O caso foi movido para o Condado de Monterey, onde foi ouvido pela Juíza Jennifer O'Keefe. Moções pré-julgamento foram ouvidas a 6 e 7 de junho, sendo algumas decididas e outras diferidas. Mais de 1,500 intimações de júri foram enviados aos residentes do Condado. A seleção do júri começou a 13 de junho, e os argumentos iniciais começaram a 18 de julho.
Veredito A 18 de outubro de 2022, os júris separados que estavam a ouvir o caso simultaneamente no Tribunal do Condado de Monterey consideraram Paul Flores culpado de homicídio qualificado e o pai Ruben Flores inocente de acessório depois do facto. Ruben Flores enfrentava uma sentença máxima de três anos. Um jurado foi dispensado e um substituto foi jurado, fazendo com que as deliberações começassem de novo. Paul Flores foi sentenciado a 25 anos a perpétua a 10 de março de 2023. Paul Flores está atualmente a servir a sua pena na Prisão Estatal de Pleasant Valley. A 23 de agosto de 2023, Flores foi atacado pelo seu colega de cela Jason Budrow, que serve uma pena perpétua por matar a sua namorada. Budrow tinha no passado morto outro colega de cela, Roger Reece Kibbe, em 2021.
Legado